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sábado, 30 de agosto de 2008

Comentário de Romanos 12:1

Por Rouver Júnior

INTRODUÇÃO

Conhecer de contínuo a palavra de Deus é obrigação de todo discípulo de Cristo, além de ser uma atividade dinâmica imensuravelmente prazerosa e produtiva, de modo que todas as pessoas deveriam procurar conhecer e prosseguir no conhecimento do Senhor. A maior parte dos homens está presa em cadeias de pecado, caminhando a passos largos para o inferno, confusa, simplesmente por não conhecer a Deus. "[...] Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" [Mat 22:29]. Deste modo, um meio de suma eficácia para o conhecimento do Senhor é a exposição de sua palavra. É isso, portanto, que farei neste artigo e em posteriores, segundo a graça de Deus.

Pensava, a princípio, em expor os versículos 1 e 2 do capítulo 12 da Epístola Aos Romanos, mas como a palavra de Deus é riquíssima em significação limitei-me a comentar apenas o primeiro. Pretendo, em postagens posteriores, expor o segundo versículo e ainda em outra expor o terceiro, e fazer em uma quarta postagem um fechamento sobre os três versículos. Estas coisas serão feitas se Deus me conceder assim.


EXPOSIÇÃO

TEXTO DE BASE

"Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." [Rm 12:1]


BREVE COMENTÁRIO

Paulo pede com instância aos cristãos residentes em Roma, tendo no peito um sentimento de pesar, que eles não façam como os demais romanos faziam, pois que estes se entregavam a muitos tipos de perversidades e imundícias; mas deviam os cristãos em Roma apresentar um culto racional a Deus.


COMENTÁRIO

Rogar significa pedir com instância alguma coisa a alguém, querendo encarecidamente recebê-la. Rogar é mais que pedir. Rogar é uma súplica. O apóstolo de Cristo, assim, está pedindo com fervor de sentimento alguma coisa aos cristãos da igreja em Roma.[1] O que ele pede? E como pede? Ele roga aos cristãos em Roma "pela compaixão de Deus". A compaixão é um sentimento de pesar, sentido por alguém mediante a contemplação do sofrimento do outro. A compaixão é de Deus, o que significa que Deus estava olhando para a igreja em Roma com um sentimento pesaroso, porque via o mal da igreja ali situada. Não que ela estivesse em pecado, mas o contexto social no qual estava inserida era perverso.

A Epístola foi escrita entre 57 e 59 d.C.[2], em um período de crescimento do alto império romano. Conforme crescia o império, cresciam as riquezas e os opulentos romanos se entregavam de mais a mais à promiscuidade. Na cultura romana, havia instituído o culto ao deus grego Dionísio, transnominado para Baco, o deus do vinho. Orgias desenfreadas, embriaguez, prostituição, adultério, homossexualismo e outras práticas pecaminosas eram deliberadamente executadas nos cultos a Baco. Os romanos apresentavam seus corpos em sacrifício a esse deus pagão, se entregando completamente à carnalidade. Deus via o perigo que corria a igreja em Roma e teve compaixão, a compaixão de Deus estava enraizada no coração de Paulo, que também via o risco corrido. Pela compaixão de Deus, o servo do Senhor suplica amorosamente aos crentes que se abstivessem dessas práticas. O sacrifício dos romanos a Baco era morto porque estava debaixo do pecado, e o pecado opera a morte, assim, Paulo insta aos servos de Deus em Roma a apresentarem seus corpos em sacrifício vivo, isto é, que não está sob pecado, santo, totalmente separado da impiedade dos romanos e de todos os demais pecados, e agradável a Deus, porque Deus, sendo puro, se agrada de coisas puras. Fazendo assim, os cristãos em Roma estariam apresentando um culto racional ao Senhor Todo-Poderoso.

A razão é o aspecto mais óbvio de diferenciação entre um homem e um animal; não obstante, os participantes dos cultos a Baco, por causa da grande promiscuidade e da entrega total às paixões, assemelhavam-se mais a animais que a seres pensantes. Dominados pela carnalidade e pelo instinto, eram como seres irracionais, sendo todo o seu culto também irracional. Entretanto, os crentes são exortados a apresentarem um culto racional a Deus, configurado pela apresentação de seus corpos, livres da carnalidade e do pecado, "em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus".

O servo de Deus não pode cultuar a Deus em pecado, não pode estar misturado e contaminado com a prostituição, o adultério, o homossexualismo e todos os outros tipos de pecado. Deus é puro e quer ser adorado por adoradores puros. O pecado aborrece a Deus e todo aquele que se dispõe a adorar ao Senhor, mas permanece no pecado, desagrada-Lhe.

Interessante notar que o sacrifício do servo de Deus é vivo. A morte é filha do pecado, porque a morte entrou no mundo pelo pecado de um homem (Adão), de maneira que todos foram feitos pecadores e subjugados à morte por causa do erro desse homem. Mas a justiça de Deus se manifestou em Cristo Jesus, nosso Salvador, o qual trouxe ao mundo a ressurreição e a vida. Assim por um homem entrou no mundo o pecado e a morte, e por outro, por Cristo, a ressurreição e a vida, sendo este, na vida na terra, totalmente homem e totalmente Deus, e havendo hoje a possibilidade de todo o homem ser salvo, bastando somente a fé em Cristo, e o perseverar no caminho da verdade. [Rm 2:6-11; 3:21-26; 5:1-11 ; 8:1; Tg 2:14-26; Ef 2:8-10]

Um culto vivo só é possível se o adorador adora a Deus e está em Cristo, porque é Cristo quem opera em nós a vida. Cristo se ofereceu em sacrifício para salvação da humanidade. Ele é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus teve de morrer porque levou sobre si os nossos pecados, e pecado produz morte, mas nós que vivemos em Cristo não precisamos mais morrer, porque "[...] o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" [Is 53 5]. Hoje não temos pecados sobre nós. Digo isso de nós que fomos feitos filhos de Deus. Assim, nosso sacrifício deve ser vivo, sem morte. Não precisamos mais de morrer, Cristo morreu por nós. E nós que estávamos mortos no pecado, quando Cristo ressuscitou, fomos ressuscitados com Ele para a vida eterna. Tendo nos despojado do velho homem, porque ele já está morto, e nós, sendo novos e nascidos de novo, gerados de Deus, estamos vivos em Cristo. As coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo.

"Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo" [I Aos Coríntios 15:57]


CONCLUSÃO

Tendo a consciência da importância da pureza diante de Deus e sabendo que lhe é agradável um culto racional, escutemos sempre a súplica encarecida e amorosa de Paulo, que, inspirado por Deus, nos exorta a apresentarmos os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, sendo sempre separados e rejeitando toda a corrupção e imundícia deste mundo, para que não nos coloquemos novamente debaixo do pecado, tornando, assim, a operar em nós a morte. Vivamos debaixo da graça de Deus, manifestada por Cristo, e rejeitemos o pecado que está à nossa volta. Não tornemos a trás.


NOTAS

[1] Sabemos, neste versículo, que se trata de cristãos, porque Paulo chama-os de "irmãos". Ora, só se é irmão se se tem um pai e uma mãe em comum com outra pessoa. Espiritualmente, só são irmãos os que aceitaram a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador, recebendo, deste modo, a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo, o novo nascimento e a filiação de Deus. Paulo era filho de Deus e só poderia chamar outros de "irmãos" se eles também fossem filhos de Deus, porque aquele que não nasceu de novo é apenas criatura e não filho.
[2] Quanto a data de escrita da Epístola Aos Romanos, McNair diz: "Esta epístola foi escrita por Paulo para os cristãos em Roma no mês de fevereiro de 58 d.C., em Corinto, na casa de um abastado crente chamado Gaio (16.33)", enquanto O Novo Dicionário da Bíblia nos traz: "A Epístola, por conseguinte, pode ser datada com relativa exatidão, embora os problemas da cronologia (q.v.) do Novo Testamento em geral e da cronologia paulina em particular, (sic) proibam qualquer possibilidade de datar a Epístola de modo definitivo. Uma data entre 57 e 59 D.C. parece encaixar-se bem dentro dos informes conhecidos."
P.S. "Rogo-vos pois, irmãos [...]". É importante notar o "pois", porque é um termo de conclusão, ligando, desta maneira, o rogo do capítulo 12 ao que foi dito anteriormente na Epístola.


LIVROS UTILIZADOS

Vincentino
, Cláudio; Dorigo, Gianpaolo. História para ensino médio: história geral e do Brasil: volume único. São Paulo: Scipione, 2001 - Série Parâmetros

O novo dicionário da Bíblia, vol.II. Edições Vida Nova.

McNair
, S.E. A Bíblia explicada, 4ª edição. Rio de Janeiro: CPAD, 1983

Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa, 11ª edição. Direitos autorais reservados à Editora Civilização Brasileira S.A., Rio de Janeiro

Bíblia ARC na grafia simplificada, 1990. (a 71ª impressão traz uma acentuação, ou ausência de acentuação em certas palavras, que não foi seguida)

sábado, 19 de julho de 2008

As algemas do homem

Por Rouver Júnior

INTRODUÇÃO


Falarei neste artigo de três algemas que sempre prenderam o ser humano e que nos dias atuais continuam fazendo da humanidade um escravo. Enumero-as desde já: prostituição, adultério e mentira. É claro que o homem não se amarra apenas com três tipos de corda, mas o presente texto muito se estenderia caso outros assuntos fossem aqui incluídos. Não obstante, nem por isso o escrito ficou pequeno, e assim peço a paciência de todos, porque a leitura dele é de grande importância.

Tanto na atualidade quanto no passado, numerosas são as armadilhas que o homem faz para si. Muito bom será se o leitor entender o artigo e buscar sempre evitar aquilo que lhe faria mal. Para escapar dessas cadeias há solução e saída.

Por finalização desta introdução, peço humilde e encarecidamente aos que não crêem e repudiam os preceitos contidos na Bíblia que leiam com paciência todo o artigo e depois concluam se os argumentos procedem ou não, visto a grande utilidade, para todos, do que será dito a seguir.


TEXTO DE BASE

"Quanto ao ímpio, as suas iniqüidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido." [Provérbios 5:22]


PRÉ-ARGUMENTAÇÃO

Ímpio é todo o homem praticante de impiedade, logo, que faz o mal, querendo-o para os outros; é o homem mentiroso, assassino, enganador, ladrão, que se prostitui e que adultera, sem temor e consideração à vontade de Deus. Em uma frase, ímpio é o homem afastado de Deus.


A PROSTITUIÇÃO

Entenda-se por prostituição, não somente a prática exercida por prostitutas, mas, amplamente, qualquer relação sexual entre pessoas que não têm nem matrimônio entre si, nem com outra pessoa.

A relação sexual tida por pessoas sem matrimônio traz diversos riscos, cujas consequências são terríveis. Contrair doenças sexuais, filhos em momento errado e graves intrigas são alguns dos riscos.

Se a pessoa contrai alguma doença sexualmente transmissível, como a sífilis, a gonorréia e a AIDS, três tipos de cadeias podem prender-lhe: a degeneração do corpo, o tratamento da doença e a morte.

A doença degenerativa pode levar à morte ou não. Se não leva, como a sífilis quando não atinge estados mais lastimáveis, traz uma grande perturbação psicológica, porque o doente vê o seu corpo se deteriorando gradativamente e se tornando grotesco, e não pode fazer outra coisa senão aceitar e conviver com a enfermidade, e buscar tratá-la, é claro. A vergonha é inevitável. Ninguém gosta de ser reconhecido como sifilítico ou gonorrento e, além do mais, em caso do enfermo casar-se, ele sentirá, no íntimo, vergonha de mostrar-se ao seu cônjuge, devido à sua aparência desagradável.

No caso da doença degenerativa mortal, como a AIDS (não obstante o desenvolvimento da medicina), a pessoa tem de conviver com a certeza da morte*, com a vergonha de ser reconhecido como aidético e com as diversas enfermidades advindas do enfraquecimento causado no organismo pela AIDS, devido às quais coisas uma forte moléstia psicológica se manifesta. Quem gosta de ter AIDS?

O terceiro caso é o tratamento, que prende o indivíduo a uma rotina de remédios, sessões, consultas, muito desgastante. O simples fato de ver pessoas saudáveis, tanto quanto o de não poder ou ter vergonha de dividir o assunto com alguém, causa também amargura, angústia, tristeza e depressão, sendo necessário o acompanhamento psicológico ou psiquiátrico. Neste caso, a pessoa está presa tanto pelos sentimentos como pelas contínuas consultas exigidas. Como é bom não ter essa doença! - exclama o saudável. O que eu não daria pra não ter essa doença! - lamenta o enfermo.

Filhos em hora errada e a falta de apego sentimental, que mais cedo ou mais tarde se manifestará em sensação de vazio, são potentes prisões. O quanto a vida de um adolescente e, até mesmo, de um adulto muda e é interrompida em certos aspectos com a chegada de uma criança de nascimento não planejado, cujos pais não possuem estruturas nem financeiras nem psicológicas para cuidá-la?

A pessoa que vive se relacionando sexualmente com várias pessoas, seja no espaço de tempo que for, corre o risco de se desentender muito seriamente com algum(a) namorado(a) ou outro tipo de pessoa ligada de certa forma com o(a) parceiro(a), podendo, assim, ocorrer confusões sérias, brigas ou até mortes. Não será a primeira vez que acontece se uma pessoa matar outra por causa de uma paixão.

Notas:
1. Mesmo as pessoas que se relacionam somente com um(a) parceiro(a) não estão livres dos perigos citados acima. Com o pouco compromisso do namoro (ou do ficante), não é possível estabelecer confiança na fidelidade.
2. As pessoas dadas às paixões vivem com o uso da capacidade intelectual reduzido. Quando há paixões fortes no homem, ele tende a abandonar a razão e a buscar a saciedade de sua vontade. (amor é diferente de paixão).
3. O uso da camisinha não garante imunidade contra as DST's, porque ninguém a usa sistematicamente, e, se por algum acaso, alguém procura usá-la com rigor, nem por isso está protegido contra uma exceção. Não se deve confiar em sua rigorosidade.

O ADULTÉRIO

O adultério é toda a relação sexual extra-conjugal. Além de todas as coisas ditas a respeito da prostituição, que se aplicam ao adultério, há também a grave mentira ao cônjuge, o enganar os filhos e as intrigas com os cônjuges de outrem. Daí decorrem várias tragédias: 1- a família se desfaz; 2- os filhos, a pessoa traída e o adúltero levarão para o resto da vida graves e profundas cicatrizes em si; 3- e poderão ocorrer brigas, prisões (em presídios), profunda depressão e mortes. Quanto à mentira, tratar-se-á adiante.


A MENTIRA

A mentira é o ato de comunicar algo não verdadeiro a alguém com o intuito de enganar. A simples comunicação não intencional de algo falso não constitui mentira, mas uma falha. (assunto para desenvolvimento posterior)

O mentiroso se escraviza com a mentira, porque mentir implica um esforço contínuo para harmonizar a mentira contada antes com algum fato apresentado que a contradiz. O que mente tenta harmonizar a mentira anterior com o fato novo apresentando uma nova mentira, pois a verdade não harmoniza consigo a falsidade, e por isso ele não pode apresentar a verdade. Assim, o sujeito está em uma cadeia viciosa, uma vez que outro fato surgirá e uma nova justificação será exigida, a qual, dada, mediante outro fato, pedirá outra justificação, e assim por diante.

Essas coisas geram uma grande e progressiva tensão no indivíduo, pelo fato de que ele deverá estar constantemente ciente de todas as mentiras anteriormente contadas, e isso exige uma memória sobre-humana. O perigo da descoberta está sempre presente. O resultado da prática mentirosa é invariável: chegará sempre a hora em que a falsidade se revelará; em algum momento, o mentiroso esquecerá de uma mentira da qual o interlocutor está ciente e, mais cedo ou mais tarde, indubitavelmente, se contraditará.

Duas frases são aqui convenientes: "O mentiroso deve ter uma boa memória" e "A mentira tem perna curta". A primeira dita por Quintiliano e a segunda um conhecido ditado popular.

Desse modo, a mentira aprisiona o mentiroso e o resultado da contradição é descrédito, vergonha e exclusão social. O descrédito vem devido ao fato da impossibilidade de se confiar em um mentiroso. Quando ele estará falando a verdade e quando a mentira? A confiança no falador de mentira reconhecido zera, ou quase zera, dependendo da quantidade e da qualidade das mentiras. Mesmo quem conta uma mentira pequena e sozinha tem a sua confiabilidade abalada, sendo somente reestabelecida com a contínua sinceridade, totalmente incontaminada pelo engano.

A vergonha surge muito fortemente, porque o indivíduo foi desmascarado e ficou exposto; o seu baixo caráter ficou à amostra. Fica demonstrado que ele pouco se importa com o bem das outras pessoas, pois não se empenhou em fazê-las conhecer a verdade, mas dedicou-se em iludí-las. Ele caiu em contradição, faltou com a lógica e a memória, afirmou descaradamente um fato falso. Todos ficaram sabendo que, enquanto dizia algo na conversa com alguém, ele pensava outras coisas e arquitetava palavras e frases para enganar quem com ele falava.

A exclusão social acontece, porque ninguém quer ser enganado. Até em um grupo de mentirosos deve haver entre os componentes sinceridade. Se todos mentirem a todos, o grupo se desfaz; se só um mentir, é excluído, como acontece em outros grupos sociais. Em um grupo de bandidos, embora eles possam mentir e fazer o mal desenfreadamente para outras pessoas, entre eles, contudo, deve haver sinceridade e cumplicidade, porque, se não, a quadrilha se desmancha. Outro tanto, se um mentiroso descoberto permanece fisicamente no meio de um grupo de pessoas que se tratam com sinceridade, não é ouvido, só escuta, e não exerce caráter ativo, estando, assim, na verdade, ausente.

Vale notificar algumas coisas:
1- A verdade (a sinceridade) fixa-se facilmente no homem (é mais fácil de lembrar), visto lhe ser inerente, porque fala do que está em si, sendo por muitas vezes dita automaticamente. Já a mentira tem grande dificuldade de fixar-se na memória e deve ser meticulosamente mentalizada; decorada ou repetida várias vezes para criar-se o hábito. Esse hábito nunca virá no tempo certo, porque as mentiras são mais rápidas que a memória e a língua mais ligeira que a cabeça. O hábito nunca soará natural como os outros, visto que, embora passe ao quase automatismo, a consciência sempre dirá ao mentiroso que aquilo é mentira, e isso lhe dará artificialidade no agir.
2- O fato da maior facilidade do que é sincero fixar-se na memória relativamente ao enganoso advém da crença no que se fala. Quando acreditamos no que dizemos, lembramos melhor; quando não, é mais difícil, devida à artificialidade da fixação. Doutra maneira, quando acreditamos no que falamos, podemos dizer que o falamos porque o pensamento expresso está arraigado em nós; mas quando não cremos, criamos idéias que flutuam em nossa mente e em nossos sentimentos.


CARACTERÍSTICAS COMUNS (Algumas)

Em todos os assuntos citados acima, a prostituição, o adultério e a mentira, algumas características são comuns. Quem os comete quer sempre ocultar o fato, gerando em si contínua tensão, causadora de moléstia psicológica; tende a repetir tantas vezes mais o ato, podendo somar-lhe outros ainda, visto que rompeu, desde o primeiro momento, a barreira moral restringidora.


CONCLUSÃO

Muito se combate a moral cristã, sob a afirmação de ser ela demasiadamente repressora, devendo, portanto, o homem abandoná-la para libertar-se. Mas o que, na verdade, parece prisão é liberdade, e o que parece liberdade prisão.

É impossível viver sem regras morais sensatas; se não está escrito, está na mente, mesmo que um tanto distorcido. A moral que harmoniza a vida está na Bíblia e a distorção, ou até mesmo o abandono, que fazem dela é extremamente destrutivo ao homem.

Prega-se a primordialidade da mentira como de fato inerente ao homem, enquanto a verdade é arbitrária; afirma-se a moral como algo degradante e retrógrado, enquanto a sua destruição é a total libertação; mas a realidade é que os valores morais cristãos preservam o homem, sendo sua ausência ou transgressão profundamente perversa contra o próprio homem.

Quando Deus diz "Não adulterarás" e "Não dirás falso testemunho contra o teu próximo", não é porque Ele quer privar pura e simplesmente o homem destas coisas, mas porque Ele sabe do resultado delas, sabe que, se o homem cometê-las, o homem é quem sofrerá, o homem é quem se dará mal.

A lei de Deus não faz do Senhor um árbitro ditador de regras inconseqüentes, mas revela o profundo cuidado e o inexprimível amor que Ele tem por nós. Mas nenhum ser humano simples é capaz de cumprir toda a lei. São muitos preceitos e, devido à queda, o homem não pode viver segundo a lei (de Moisés). Por isso, Jesus Cristo, sendo na terra plenamente Deus e plenamente homem, cumpriu toda a lei por nós, levando sobre si as nossas dores, tomando as nossas enfermidades sobre si, ferido pelas nossas transgressões, pelas quais coisas, e pela sua ressurreição, deu-nos a plena salvação, mediante a fé em seu nome e o buscar viver conforme a sua vontade. Todos os enfermos das doenças citadas acima e todos os cativos das prisões mencionadas podem alcançar a cura e a libertação por Jesus Cristo, nosso Senhor.


DECLARAÇÃO FINAL

No afã de libertar-se das amarras morais, o homem se encarcera nas masmorras do pecado, sem nem saber, ou conhecer, que a única maneira de ser o homem mais livre do mundo é estar o mais aprisionado possível em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Nota: Tratou-se da moral com vistas para os prejuízos físicos e psicológicos na argumentação acerca da prostituição, adultério e mentira, contudo, muito além das consequências psico-fisiológicas, há as espirituais.




*"Quem não convive com a certeza da morte?", pode-se perguntar, entretanto, a morte na velhice é preferível à morte tuberculosa na juventude, por exemplo. A medicina avançou, mas a qualidade de vida do aidético não se compara à do saudável, além do tempo de vida menor e das consequências psicológicas.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Comunicado

por Rouver Júnior

Comunico aos leitores uma reforma que será posta em prática neste blog. Ela ocorrerá devido ao meu reconhecimento da má postura assumida por mim em algumas postagens, cujo efeito cabível a sofrerem é a retirada do blog.

O Eclésia Contemporânea será recomeçado quase que do zero e os assuntos tratados nas postagens apagadas poderão ser retomados nos escritos posteriores, mas já despojados de expressões ofensivas.

Peço desculpas a todos que se sentiram ofendidos por expressões ofensivas usadas. Quando os olhos são de pouco em pouco embaçados, quase não se percebe que se está ficando cego e enxergar o que acontece é cada vez mais difícil. Mas graças a Deus que nos dá socorro em tempo certo, fazendo-nos visualizar a progressiva sequidão da árvore e a urgente necessidade de se endireitar.

sábado, 21 de junho de 2008

Comunicado e boas-vindas

Por Rouver Júnior
O Eclésia Contemporânea agora tem como colaboradores o já participante Rouver Júnior e o amigo e irmão recém-chegado ZehRique, de cuja presença se espera muito crescimento para o blog. Deste modo, notifica-se e deixa-se claramente atribuídas a responsabilidade e autoria dos textos anteriores ao comunicado a Rouver Júnior, com excessão de "Perseguição a Cristãos na Coréia do Norte", de 29 de março de 2008, que se configura por ser uma colagem de trechos de um texto publicado no site cristão www.portasabertas.org.br(http://www.portasabertas.org.br/proj_coreia/transcicao.asp/), cujo título é Entrevista com Soon Ok Lee.
Outro tanto, dou as boas-vindas a ZehRique e também informo que doravante, logo abaixo do título das postagens, aparecerá o nome de seu autor. Cada postagem é de inteira responsabilidade de quem tem sobre ela autoria.
Bem vindo ZehRique.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Verificação de veracidade

Em artigo anterior tratei da literalização da verdade. Neste, prosseguindo na relação entre Literatura e falsificação da verdade, falarei da construção de filosofias inteiras construídas com base em verossimilhança, sem citar nomes, porém, caminhando no campo teórico. Fica, assim, a cargo do leitor observar se o que digo condiz com a realidade. Pode ser que, posteriormente, eu aborde e analise conjuntos de pensamentos, com vistas às coerências interna e externa.

COERÊNCIA INTERNA E COERÊNCIA EXTERNA
Em um texto, podem haver as coerências interna e externa. A coerência pode ser entendida como a perfeita relação lógica entre os enunciados. No caso da coerência interna, o avaliado são simplesmente as formas lógicas dos enunciados esvaziados de sua significação relativa à realidade. No silogismo a seguir explicito o dito:

Todo o chinês é azul
João é um chinês
Logo, João é azul

Perceba-se que quanto às relações formais internas o texto é em sua totalidade coerente. Não há, logo, erro lógico no interior do silogismo. Se a conclusão fosse omitida, facilmente, uma pessoa cujo uso da lógica é eficaz chegaria a tal conclusão. Contudo, basta olhar para os significados das palavras e as suas relações com a realidade para ver-se uma brutal incoerência. Ora, nenhum chinês é azul, uma pessoa chamada João nunca será chinesa, salvo em casos especiais; assim, a conclusão, com vistas à realidade, é totalmente equivocada.

O enunciado em questão possui a coerência interna, mas é desfalcado da externa. Deste modo, a coerência externa é a perfeita relação lógica entre os enunciados e a realidade. Se, realmente, todo o chinês fosse azul e João chinês, o silogismo seria coerente interna e externamente. Segue outro silogismo, este é coerente interna e externamente.

Todo o brasileiro é americano
João é brasileiro
Logo, João é americano

Estas proposições formam uma conclusão coerente com as mesmas proposições e com a realidade. Duplamente coerente.

FILOSOFIAS VEROSSÍMEIS
Quando um conjunto de proposições são coerentes apenas internamente, como em uma obra literária cujo tema é a civilização pós-moderna dos marcianos, ele é comumente chamado de verossímel. A verossimilhança é a perfeita relação lógica formal entre os enunciados textuais.

Uma filosofia verossímel é aquela cuja coerência interna é perfeita, sem falhas, sem contradições, mas contendora da ausência da perfeita relação lógica com a realidade. Em seu significado, ela não condiz com a realidade, com fatos, com as coisas que realmente ocorrem. Assim, ela não passa de um conjunto de pensamentos sem significação real. Pode-se, assim, analisar uma filosofia estúpida e não encontrar contradições internas nela, contudo, se se compara os enunciados, as proposições, de semelhante filosofia com a realidade, ela se mostrará incoerente e, portanto, falsa.

Tendo vistas para tal, na verificação da veracidade de um conjunto de pensamentos deve-se proceder primeiro com a análise da coerência interna; não encontrando incoerências, o passo a seguir-se é a avaliação das relações lógicas e semânticas das proposições teóricas com a realidade. Se as proposições e conclusões condizem com o que ocorre de fato, a filosofia é verdadeira, se elas não concordam com a realidade, a filosofia é falsa e apenas verossimilhante.

Se, entretanto, a filosofia não passa nem no teste da coerência interna, ela é inverossímel e falsa.

O que costuma acontecer com as filosofias mais acertadas é uma perfeita verossimilhança concomitantemente a uma quantidade considerável de proposições condizentes com a realidade, todavia, há filosofias que são em si mesmas incoerentes, não alcançando nem a simples verossimilhança, que dirá, pois, a veracidade.

Assim, o processo ao qual o indivíduo deve submenter uma filosofia é:

1) Verificar a coerência interna
2) Verificar a coerência externa

Em encerramento deste artigo, há filosofia baseadas em um enunciado crucial cuja a destruição implica no desmoronamento de toda a arquitetura dos pensamentos. Uma proposição só que, se demonstrada sua incoerência, toda a filosofia desaba. Se o indivíduo encontra esse ponto de incoerência, desmascarando-o, pode refutar sem mais esforços uma filosofia. No simples caso do primeiro silogismo, a proposição em que a conclusão se baseia é a "Todo o chinês é azul". Comprovada a falsidade de tal enunciado, desmonta-se todo o silogismo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Jogada Perversa

Claustrofobia é o pavor (-fobia) de se encontrar em lugares fechados (claustro-). Aracnofobia é o pavor de um indivíduo relativo a aranhas. Homofobia, por sua vez, etimologicamente, é o pavor de um indivíduo em relação a pessoas iguais a si, mas um segundo significado é atribuído ao termo: distúrbio psicológico cuja caracterização se dá pelo ódio ao homossexual. Assim, homofóbico é a pessoa que, por causa de sua doença psicológica, sente um extremado ódio do homossexual, sendo levado a atitudes ofensivas a ele, como espancamento, torturas e assassinato.

A utilização ultimamente feita pelo movimento gay do termo homofobia é uma jogada perversa, porque coloca todos aqueles que professam a sua repulsa a relações homossexuais na posição de doentes psicológicos, isto é, homofóbicos. Ora, o sujeito que sofre do distúrbio homofobia deve ser internado sem perca de tempo em alguma instituição de tratamento, como o esquizofrênico em alto grau, como o maníaco, porque pode realmente cometer atentados contra a vida e a liberdade. Mas o sujeito que simplesmente sente repulsa por relações homossexuais não vai assassinar o gay por isso, não vai espancá-lo, não vai torturá-lo.

Os cristãos, por exemplo, abominam o homossexualismo, porque é abominação para Deus, mas em momento algum alguém vai poder ver um cristão que permanece fiel à palavra de Deus espancando um homossexual. Uma coisa é abominar o modo de vida de uma pessoa, as suas crenças, as suas ideologias, as suas práticas, outra completamente diferente é o afeto relativo a pessoa. O crente abomina o homossexualismo, mas ama o homossexual no amor de Jesus Cristo. Deus não ama o pecado, mas ama o pecador.

O heterossexual sente repulsa por relações homossexuais, e isso é natural; querer mudar tal coisa é querer violar a privacidade de sentimentos e caminhar contra a natureza. O heterossexual não é obrigado a achar bonito a relação homossexual; querer fazer com que ele pense o contrário é agredir a sua liberdade.

O que o movimento gay quer fazer é inaceitável, porque implica em uma reestruturação da mente humana e da natureza dos indivíduos formadores de uma sociedade, além de caminhar contra a própria constituição do país, que assegura a liberdade de pensamento, de expressão religiosa e filosófica.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Literalização da Verdade

(Nota de 13/11/2011: "literalização" não é o termo apropriado para o conceito contino no texto)

A verdade em si nunca sofrerá alteração, mas o que pensam sobre ela é mutável e torcível. Desde a entrada do mal no mundo vem acontecendo deturpações e, como uma literalização do verdadeiro, torcem-na à vontade.

Como a Literatura se apóia no verossímel e não no real, a criação dos textos literários pode mover a realidade de tal maneira que algo impossível seja aceitável dentro da obra. Podemos, com certo engenho, contar uma estória sobre como é a vida hoje dos habitantes do planeta Marte, após um longo desenvolvimento tecnológico. Isso, de fato, é imaginação, se contado, faria parte da Literatura fantástica. Mas se esta estória for contada de maneira poderosamente persuasiva, com todo o aparato de falsas evidências científicas e fraudes bem forjadas de informações, ela poderá "atravessar" o limite da literatura e passar a ser considerada como História. Ela poderá passar a ser creditada como factual, deixando o simples espaço da obra em direção à realidade, pois não faltará quem acredite. Tal estória é verdadeiramente absurda, mas mentes torcidas acolhem idéias torcidas, mentes ingênuas são levadas com facilidade e mentes culpadas protestam a favor de idéias mentirosas que escondem seus erros.

Parece-me que desde os sofistas combatidos por Sócrates até nossos dias o pensamento acerca da verdade vem sofrendo continuamente uma literalização, de maneira que, com engenho, homens torcem e retorcem a verdade, criando fatos verossímeis e fazendo-os passar por verdade. Há motivos instigadores para tal ação, tais quais: a vontade de mover a mente e vontade das pessoas em favor de si, o desejo de justificar os seus vícios perante uma sociedade tornando-os virtudes, sendo assim venerado por suas qualidades, e o querer arrebanhar o inteléctuo das pessoas em favor de sua argumentação para que seja reconhecido por sua grandiosa contribuição para a evolução de todo um povo.

sábado, 29 de março de 2008

Perseguição a Cristãos na Coréia do Norte

Leia e ore.

"Esta canção ficou gravada em minha memória desde que a ouvi pela primeira vez. As prisioneiras cristãs cantavam de mãos dadas enquanto uma morria por doenças ou era assassinada.
[...]
Muitas mulheres no campo de concentração estavam grávidas, mas era proibido terem seus filhos. Não deixavam nascer bebês de mães cristãs. As crianças cristãs eram assassinadas até a terceira geração.
[...]
Aos cristãos não era permitido levantar suas cabeças ou olhar para o céu.Tinham que manter seu olhar sempre para o chão, e suas cabeças inclinadas. A eles era dado muito pouco alimento e água contaminada para beber. Os guardas lhes davam os trabalhos mais perigosos e pesados para fazerem. Tinham que trabalhar 17 horas por dia. Seus corpos se consumiam e suas vértebras se atrofiavam.

Muitos eram presos por crerem em Jesus Cristo, mas apesar de serem torturados não negavam sua fé. Não existe outro lugar na terra onde os cristão sofram mais que na Coréia do Norte.
[...]
Nesses longos sete anos vi que apesar de todo o sofrimento os cristãos não negaram a seu Deus. O mesmo Deus que me manteve viva e me levou para a Coréia do Sul.

Quero servir a esse Deus fielmente em toda a minha vida, ainda que isso signifique que tenho que sofrer.
[...]"

[texto completo em: http://www.portasabertas.org.br/proj_coreia/transcricao.asp]

segunda-feira, 3 de março de 2008

Ensino Brasileiro: Imparcialidade?

Na grande maioria das escolas do Brasil, os ensinamentos baseados nos conceitos cristãos não são permitidos em hipótese alguma. Parece-me que o argumento central dessa proibição é o da imparcialidade. Porque são imparciais, não permitem que os valores da religião cristã sejam ensinados. Mas essa imparcialidade não passa de uma máscara fajuta. A Escola brasileira está localizada no pólo oposto de onde se encontra a imparcialidade. Por quê? Porque o significado do termo em questão implica a exposição de todas as partes em pendência, sem ênfase sobre o lado que for. Implica a exposição desprovida ao máximo de ideologias e a análise sincera e fiel de todo o conteúdo pertinente apresentado por todas as partes em questão. Assim, é nítida a medíocre falsidade. Por detrás da aparência imparcial apresentada, esconde-se grotescamente a realidade unilateral centrada no Materialismo. Ora, o Materialismo é uma ideologia contraditória repudiadora do sobrenatural e, portanto, atéia, visto sua não aceitação da existência de Deus. E quando ela toca este último ponto, quando é definitivamente atéia e rejeita toda a investigação e ensinamento que considerem Deus, ela toca em um ponto religioso, e, assim, mostra-se como ideologia com postura religiosa, com parecer frente a religião. Mas como explicitar a verdade àquele que não enxerga o Materialismo por detrás da Escola brasileira? Simples, mas produtiva ação.

Ei-la: Quando foi que você, estudante ou pós-doutor, estudou o Criacionismo na Escola? E quando foi que você estudou o Evolucionismo? Certamente, muitos respondem a primeira pergunta com um "nunca" e a segunda com um "sempre".

O Evolucionismo, teoria nunca provada, está presente no ensino brasileiro desde as bases dos estudos de ciências empreendidos nos primeiros anos do Ensino Fundamental, passando pelo Ensino Médio e indo até o Superior, não parando por aí, porque permanece nos corações e nas mentes de muitos pós-doutores. As nossas crianças, desde tenra idade já recebem o Evolucionismo como doutrina infalível, irrevogável e inerrante. Três i's para o Evolucionismo. Doutrina que jogou para a lata de mitos todos os acontecimentos bíblicos. Criação do mundo, do homem e da mulher, Jardim do Éden, Mar Vermelho aberto, Jordão aberto, muralhas caindo ao sonido de buzinas e gritos de homens, o azeite que só cessou quando acabaram as vasilhas, profecias, cura de cegos, leprosos, coxos, etc, ressuscitação de mortos, ressurreição de Jesus Cristo, ascensão do Salvador aos céus, últimos tempos, arrebatamento da igreja, fim dos tempos, Juízo Final, céu para poucos e inferno para muitos.

Ensinam uma doutrinação, um dogma ateu chamado Evolução, para crianças ainda incapazes de estabelecer um juízo justo acerca do conteúdo com o qual entram em contato.
Já disse alguém: é mais fácil construir uma criança que consertar um adulto.
Então, os pequeninos já saem repetindo que o homem veio do macaco e, quando a teoragem é ensinada corretamente, que o homem veio de um ancestral comum ao macaco.

Ensinam o Evolucionismo. E o Criacionismo? Não ensinam. Ora, onde está a imparcialidade? Onde está o ouvir os dois lados?

O Criacionismo é uma teoria científica farta de evidências, que defende a existência de um Criador, mas não diz quem Ele é. Erram os que afirmam ser o Criacionismo uma fé cristã. Através da percepção de uma inteligência inerente às coisas criadas, o criacionista entende um Criador inteligente por trás da existência. Porque as coisas existentes somente poderiam existir da maneira que são se alguém as planejasse e as fizesse. Não são pressupostos religiosos que guiam o Criacionismo, apesar de suas conclusões poderem ser de caráter religioso.

Michael Denton, biólogo molecular, disse: “Pelo contrário, a inferência do planejamento (teoria da criação) é uma indução puramente a posteriori [posteriormente à experiência] baseada numa aplicação inexoravelmente consistente da lógica e da analogia. A conclusão pode ter implicações religiosas, mas não depende de pressuposições religiosas.” (Evolution, A Theory in Crisis (Bethesda, MD: Adler and Adler, 1986) p. 341)*

Assim, para ser imparcial como pretende, a Escola brasileira deveria falar de ambas as partes, numa análise bilateral. Mas não creio que irá falar assim, porque a sua imparcialidade é tão consistente como gelatina de morango, bolha de sabão e clara de ovo em neve.

Não há, portanto, imparcialidade na Escola brasileira. Isto é fato.

P.S.
A imparcialidade é boa no momento da análise e da comparação dos conteúdos, mas em sua totalidade significativa inviável, porque tanto o professor quanto o aluno devem dar por fim muito mais ênfase ao que se verifica como verdade, refutando o contraditório.

P.P.S
Outro assunto que desejo tratar acerca do que acontece em escolas é a rejeição de tudo o que é cristão e a adoção de práticas religiosas diversas.

*extraído do site Universo Criacionista

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Materialismo

“A matéria é o primordial. A sensibilidade, o pensamento, a consciência são os produtos mais elevados da matéria organizada de uma certa maneira.” [LÊNIN, Vladimir Ilitch. Materialismo e Empiriocriticismo, página 36, Edições Mandacaru, tradução de Maria Paula Duarte, 1990 no Brasil)


“Para qualquer sábio que a filosofia professoral não desorientou, do mesmo modo que para qualquer materialista, a sensação é, com efeito, o laço direto da consciência com o mundo exterior, a transformação da energia da excitação exterior num facto da consciência.” [ibidem, página 41]


“[...] a cor é o resultado da ação de um objeto físico sobre a retina, ou o que vai dar ao mesmo, a sensação é o resultado da ação da matéria sobre os nossos órgãos dos sentidos.” [Ibidem, página 46]


“O materialismo, de pleno acordo com as ciências da natureza, considera a matéria como o dado primeiro, e a consciência, o pensamento, a sensação como o dado secundário, porque a sensação só está ligada, na sua forma mais nítida, a formas superiores da matéria (a matéria orgânica), e apenas se pode supor ‘nos fundamentos do próprio edifício da matéria’[grifo de Lênin, por estar reproduzindo um trecho de outro autor, Mach] a existência de uma propriedade análoga à sensação, [Ibidem, página 36]


O Materialismo Dialético de Marx, Engels, Lênin, Feuerbach, etc., rejeita toda e qualquer manifestação de pensamento religioso: fideísta, como chamado por eles. Para eles, tal é inaceitável porque o mundo espiritual (anjos, demônios, serafins, querubins) conhecido por muitos religiosos não existe. São contrários à religiosidade, porque acreditam na não-existência de Deus, visto que a função da religião é conduzir (religar) o homem a Deus. Conforme os materialistas, todo o pensamento concebido na mente do homem foi gerado a partir da ação da matéria sobre este. Este só pode pensar naquilo com o qual teve alguma experiência. Para a imaginação da sensação de algo quente ou frio, é necessária ao homem a experiência primordial com algo quente ou frio. Caso contrário, é impossível. Noutras palavras, o homem só pode pensar (imaginar, fantasiar, representar mentalmente) o existente. Aí, portanto, reside a grande contradição materialista. Se raciocinarmos conseqüentemente, concluiremos, a partir dos preceitos materialistas, a existência* de Deus, devido à presença da idéia de Deus em nossas mentes. Se nós só imaginamos o existente e imaginamos Deus, logo, Deus existe*. Assim cai por terra a primordialidade da matéria e a rejeição do sobrenatural.


Algumas questões argutas poderiam ser levantadas a fim de combater semelhante conclusão, contudo, nenhuma delas a refutaria. Perguntar-se-ia: Não podemos imaginar um elefante rosa, que não existe? A resposta viria a seguir: É claro; mas o elefante existe e a cor rosa também; houve aí apenas uma junção de qualidades formadoras de um ser inexistente. Então o veemente argüidor se levantaria: Obviamente, portanto, foi assim concebida a idéia de Deus na mente humana. Através da associação criamos um ser extremamente superior a nós. Evidentemente, senhor, o ‘homem criou Deus’. Sem demora a réplica vem esclarecedora: Em verdade, poder-se-ia, através da associação, construir um ser grandemente superior a nós.


É possível que alguém pegue a inteligência do homem mais inteligente conhecido por ele e junte à força do mais forte; depois, acrescente a isso a velocidade do mais rápido e a altura do mais alto, e depois a beleza do mais belo e a bondade do mais bondoso, etc. É possível a reunião de todas as virtudes existentes em um ser imaginário através da associação. Sim. Porém, ao término dessa prática de laboratório, o ser criado teria um corpo como qualquer outro conhecido pelo homem, devido ao fato deste, supostamente, nunca ter tido experiência com alguém incorpóreo, isto é, uma pessoa sem corpo material. Tal criação seria como um super-homem, com super-poderes. Não seria sobrenatural, como imaginamos Deus, porque o sobrenatural não existe. A invenção de tal seria impossível, porque o homem não pode inventar nada do nada; deve haver a experiência para surgir o pensamento. Deus é Onipotente, Onisciente, Onipresente, e não tem corpo. É espiritual. Isso seria inimaginável pelo homem, salvo se fosse real. Portanto, Deus, o imensurável Criador, existe* desde sempre, o sobrenatural também, e tanto o materialismo como a ideologia do ateu mostram-se verdadeiramente inviáveis.


Entretanto, o materialista, que é ateu, porque rejeita a existência do sobrenatural, não se daria por satisfeito vendo o conjunto de pensamentos norteador de sua vida e outorgador de suas práticas desmoronando com um sopro. Assim, correria a procurar em um canto de sua mente uma escora salvadora para o edifício materialista. E, achando algo que lhe parecesse servir, diria: “Mas o que acontece, evidentemente, é que, em um passado remoto, os chefes tribais, vendo a forte impressão causada em seus comandados pelos fenômenos da natureza em dias de forte chuva, relâmpagos, trovões, ventania, começaram então a dizer, a fim de obter maior autoridade e subserviência, que tudo aquilo era feito por eles, fruto de suas vontades. Assim, eles eram os deuses das tribos, cada um com a sua, que deveriam ser obedecidos, porque, caso contrário, os rebeldes sofreriam as graves conseqüências da ira do chefe através dos relâmpagos e trovões. Tal idéia serviu para consolidar ainda mais o poder dos chefes. Podemos ver, desse modo, que na Antigüidade o que predominava eram os reis personificadores do poder divino.”


Eis a resposta: isso é impossível, porque um chefe tribal não poderia dizer ser deus se a idéia de deus já não estivesse entre os homens. Mas se ele não dissesse ser um deus, porém apenas um homem com poderes sobrenaturais? Ora, ele também não poderia pensar assim se o sobrenatural não existisse. Ele não teria condições de afirmar o seu poder controlador da natureza, porque essa idéia haveria de ser causada por alguma coisa, e o que a causaria? A ambição de poder? Mas o que lhe faria pensar ser um deus? Para pensar nessa tática perversa de domínio, ele já teria que ter na mente a idéia de um líder com poderes acima do comum. O que o faria pensar que ele poderia dizer ser o causador dos relâmpagos e trovões? O que daria esse primeiro estalo? Uma única coisa: a já existente idéia de Deus entre os homens. Baseado na idéia de Deus seria possível para o chefe de tribo afirmar o seu controle sobre a natureza. Se não houvesse a idéia de Deus, jamais ele pensaria isso, porque, para pensar em alguma coisa, é necessário que tal coisa exista, ou ao menos as partes que a compõem. Mas, como já mostrado, não é possível por associação criar a idéia de Deus. Para se pensar em algo, é necessário que esse algo exista, uma vez que é necessária a experiência para produzir a idéia em nossas mentes e só se têm experiência com aquilo que existe, e só se pensa no existente. É impossível ter experiência com algo inexistente. Logo, para que os chefes tribais afirmassem ser deuses ou homens com poderes sobrenaturais, a idéia de Deus deveria já estar entre os homens, assim, como a idéia é fruto da experiência e só se tem experiência com algo existente, e visto a impossibilidade da criação por associação da idéia de Deus, Deus existe*.


Então vem a pergunta: Se a idéia de Deus já existia, qual é a sua origem?


Resposta: Para o homem saber de Deus, ele precisou ter uma experiência com o Criador. A partir de então o homem soube da existência* d' Ele e a idéia em questão adentrou as portas do mundo. Uma vez tal idéia entre os homens, ela poderia ser facilmente reproduzida e contada aos descendentes, de maneira que, para saber da existência* do Pai, não seria mais necessária a experiência, bastaria somente acreditar em quem a contou**. Certamente, com o passar dos anos e o progressivo afastamento do homem de Deus, vendo também a consciência da maldade no ser humano, tal idéia foi modificada e distorcida, e, por inspiração demoníaca ou por associação, o homem supôs e confeccionou deuses para si, possuidores de espírito e corpo. Mas a idéia do espiritual já estava lá, desde a primeira experiência do humano com Deus. Portanto, entende-se, por exemplo, que a crença grega em deuses possuidores de corpo e espírito é, na verdade, uma distorção da real idéia de Deus. Com bases no que ouviram falar acerca de Deus, construíram para si deuses. Assim, muitas religiões poderiam ser inventadas, mediante a idéia distorcida que homens tinham acerca de Deus.

A experiência primeira do homem com Deus está escrita no livro da Bíblia Gênesis.

Foi a ocasião da experiência primordial do homem com Deus. A partir daí a idéia de Deus já estava no mundo. Passou o tempo e o homem pecou, foi expulso do Jardim do Éden, multiplicou-se sobre a terra, suas obras eram continuamente más, porém, a idéia de Deus já estava no mundo, porque havia entrado no mundo através da experiência primeira do homem com Deus.


* existência não é uma expressão apropriada, porque todo o existente foi criado, Deus nunca foi criado, logo a melhor expressão, ao invés de “Deus existe”, seria “Deus é”. Contudo, se usasse esta, correria o risco de não ser compreendido.

** para se saber da existência do sobrenatural não é mais necessária a experiência, porque houve homens que já a tiveram e tal idéia foi concebida no mundo, porém ninguém pode conhecer realmente Deus se não tiver uma experiência com Ele. Todo o crente deve ter diversas experiências com Deus.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Fonte Inesgotável

"E, TENDO Jesus entrado em Jericó, ia passando." [Lucas 19:1]

Sabemos haver em uma cidade grande concentração de pessoas, maior do que em seus arredores. Jesus entrou em Jericó, uma cidade, e "ia passando". E o que é passar? O que Jesus Cristo estava fazendo?
Para alguém "passar por", ele precisa de um ponto de referência. Uma pessoa que passa por outra sai de um ponto anterior à pessoa que é referência e se locomove até um ponto posterior a ela. Assim, “passar” é a ação de sair de um ponto anterior a um referencial, percorrendo certo caminho, e se colocar em um ponto posterior ao mesmo referencial.

Se alguém sai de um ponto anterior ao referencial e pára em um ponto ainda anterior ou mesmo junto ao referencial, ele não passou, porque é preciso que ele se coloque num ponto posterior.

Jesus “ia passando”, isto é, saindo de um ponto anterior a certo referencial e se pondo a um ponto posterior a ele. Quem era o referencial? Ou melhor, quem eram os referenciais, posto que Jesus “ia”, numa continuidade, “passando”? Jesus entrou em uma cidade. Ele poderia estar passando por casas, ruas, barracas de comércio talvez, mas esses não eram os referenciais de Jesus. Ele “ia passando” pelas pessoas da cidade. Estas eram os referenciais.

O que você faria se Jesus passasse hoje ao teu lado?

Jesus, Mestre dos mestres, Senhor dos senhores, “ia passando” pelas pessoas. Imagine comigo algumas possíveis reações das pessoas pelas quais Jesus passava.

1ª Olhava para Jesus, reconhecia o Mestre, Jesus passava por ela, ela mantinha os olhos fixos em Jesus até não poder vê-Lo mais, porque Ele passou e seguiu; a pessoa ficou.

2ª Olhar para Jesus e querer tocá-lo para receber a cura de enfermidades, tentar tocá-lo e conseguir, ser curado, grato, mas ficar no mesmo lugar.

3ª Saber que é Jesus vindo e, por raiva, rancor ou ódio, nem olhar para Ele; ficar com o rosto baixo e esperar que o Mestre se vá.

4ª Olhar para Jesus Cristo, deixar tudo o que se está fazendo, se levantar e ir atrás d’Ele.

As pessoas de Jericó poderiam ter tomado estas quatro atitudes, como também outras, mas vou me ater a estas somente.

A palavra de Deus é tão profunda e maravilhosa que em um versículo pequeno, como o tomado por base, pode haver uma quantidade de significados extraordinária. Na verdade, tal versículo está falando do que Jesus fazia naquele tempo, mas diz também como é a vida, não só na atualidade, mas sempre. Veja só.

Jesus é o Verbo Vivo, a Palavra de Deus, a Verdade, portanto, toda a vez que um servo de Deus prega a Palavra para uma pessoa, Jesus está passando por ela. Então, algumas reações podem acontecer. Observando as quatro acima, pode-se ver que quando um servo de Deus fala de Jesus Cristo:

1º Quem escuta aceita a palavra, guarda a palavra no coração e na mente, mas por não seguir a Jesus Cristo e ficar somente o olhando, em um dado dia ela acaba esquecendo do que ouviu e, então, a palavra já não está nem em sua mente nem em seu coração.

2º Quem escuta quer receber uma cura, se esforça, recebe-a de Jesus, mas não segue Aquele que passa.

3º A pessoa fica sabendo que alguém vem falar de Jesus para ela, mas tem tanto ódio no coração que rejeita ouvir a palavra de Deus, rejeita ouvir falar do Filho de Deus, não quer nem olhar, e Jesus passa por ele.

4º Quem escuta sente-se tão movido e comovido com a palavra de Deus, o Espírito Santo faz uma obra tão maravilhosa no coração dele, que ele deixa todas as coisas ruins de sua vida para aceitar a Jesus Cristo. Ele abandona as festas carnais para festejar alegremente na presença do Senhor, ele resolve deixar todos os vícios e práticas dissolutas e Deus lhe dá força para cumprir esse intento, ele se arrepende de todos os seus pecados, confessa-os, aceita a Jesus e fica totalmente livre e lavado pelo sangue de Jesus Cristo.

A melhor reação é a quarta, porque quem deixa tudo para servir a Jesus Cristo tem vida em si mesmo, tem vida eterna, é verdadeiramente amado, tem em quem confiar sem medo, tem a verdadeira e plena felicidade, está seguro, pode descansar à sombra do Onipotente, tem certeza da vitória, tem paz com Deus, é maravilhosamente abençoado pelo Senhor, recebe poder, graça, recebe o Consolador, vira templo do Espírito Santo, passa a ser filho de Deus e não apenas criatura, tem comunhão com Deus, tem a salvação, a certeza de que, deixando este mundo, vai morar no céu. Quem não segue a Jesus Cristo não tem nada disso.

Jesus “ia passando”, e agora está passando por você, leitor, que ainda não aceitou a Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Qual será a tua reação?

(Você que já é um filho de Deus aproveite para se firmar ainda mais, permanecendo com o grupo que segue Jesus)

A Palavra de Deus é uma fonte inesgotável de vida, ela é a verdade e Jesus Cristo é a verdade, assim, Jesus é a fonte inesgotável de vida, que cura, liberta, salva.

Que fonte inesgotável maravilhosa! Veja o que há em um pequeno versículo, e creio que há mais. A palavra de Deus é um oceano sem fundo, se aprofunde mais e mais, mas saiba: você nunca vai chegar ao fundo. Você, mediante a revelação do Espírito Santo, pode alcançar uma tremenda profundidade, e ainda assim haverá como se aprofundar mais.

Fonte inesgotável é o Senhor.

Jesus disse:

"Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte d'água que salte para a vida eterna." [João 4:14]

"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios d'água viva correrão do seu ventre." [João 7:38]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Ovelhas Guerreiras e suas aflições

Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.” [Mateus 10:16]

O Senhor Jesus Cristo comissionou discípulos para fazerem a sua obra aqui na terra, advertindo-os: “ovelhas ao meio de lobos”

O servo de Deus é uma ovelha, manso e humilde de coração, porque assim o ensinou o seu Mestre. Os lobos procuram, a todo o momento, raptar do aprisco as ovelhas.

Identifiquemos bem. Lobo é todo aquele que quer o mal para o servo do Senhor.

Qual era o último lugar ao qual um pastor mandaria as suas ovelhas? Um covil de lobos? Pois bem. O Bom Pastor enviou as suas ovelhas para o meio de lobos e predisse “[...] porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; E sereis até conduzidos à presença dos governadores e dos reis por causa de mim [...] E odiados de todos sereis por causa do meu nome [...]” Por que fez isso? Será maldade do Bom Pastor? Será que Ele queria acabar com suas ovelhas? De modo algum. As ovelhas são enviadas, porque outras ovelhas devem ser agregadas ao rebanho. Mas por que não foi o próprio Bom Pastor? Na verdade, Ele foi, e antes de qualquer um de nós; Ele foi crucificado, e sem esse sacrifício nenhuma ovelha se salvaria.

E agora, eis o rebanho com a função de ir arrebatar das mãos dos lobos outras ovelhas. Mas como ovelhas podem enfrentar lobos e tirar das mãos deles outras ovelhas? A ovelha é frágil, o lobo agressivo. Todas as ovelhas que forem buscar outras serão estraçalhadas. Em condições normais, é isso que os lobos mais desejam. Como então? Será que o Bom Pastor deu uma missão impossível ou suicida ao seu rebanho? De maneira alguma. “Não vos deixarei órfãos [...]” “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre;”. “E de repente vem do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.” O Bom Pastor, como ovelha muda foi levada ao matadouro, e não abriu a sua boca, e morreu, e ressuscitou, e enviou o Consolador, que haveria de ficar com o rebanho do Senhor. E então? Como uma ovelha pode arrebatar das mãos de um lobo outra ovelha? Acontece que as ovelhas foram cheias de poder e Aquele que as enviou é fiel e justo para zelar por sua palavra, dando-lhes vitória. Agora as ovelhas do Senhor têm poder para arrebatar das mãos dos lobos outras ovelhas, acabar com as artimanhas do inimigo, e o maligno não lhes toca. Mas o Bom Pastor, que dá a vida por suas ovelhas, advertiu: “sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas”. Prudência e simplicidade. Prudência para agir sem erro, com exatidão, com eficácia, fazendo o necessário e não fazendo o desnecessário. Simplicidade porque, apesar da profundidade e abrangência da palavra de Deus, ela é simples, o Evangelho é simples, Jesus não buscou pomposidade em suas ações e palavras, portanto, nós, discípulos de Jesus, devemos ser símplices e não deixar que nos afastem da simplicidade do Evangelho.

“Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro.” Romanos 8:36

A tarefa do servo de Deus na terra não é nada fácil. O mundo é perverso, e estamos no mundo, mas não somos do mundo. Não é fácil. Mas temos a certeza da vitória, e o triunfo é certo, e uma coroa nos está guardada nos céus. Portanto vamos combater o bom combate, acabar a carreira e guardar a fé. Jesus nos enviou e Ele nos dará vitória. Todo o que é nascido de Deus é intocável.

O Senhor Jesus disse: “Portanto, não os temais [...]” e ainda “Não os temais pois [...]” e mais “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” Ainda: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” E disse o Senhor a Josué: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes: porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.” Jesus nos enviou. Vamos nos esforçar, ter bom ânimo, não nos pasmar, nem nos espantar, porque o Senhor nosso Deus é conosco, por onde nós andarmos.

“Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” [João 16:33]

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